Com a baixa dos mercados europeu e norte-americano, Brasil ganha mais investimentos e se prepara para demanda crescente
São Paulo, 02 de setembro de 2011 – Mesmo mantendo, na ultima década, uma evolução média de 6 a 8% ao ano, o mercado de flexografia no Brasil ainda caminha a passos tímidos em comparação aos gigantes europeus e norte-americanos. No entanto, após a crise econômica mundial, as empresas internacionais passaram a se preocupar principalmente com sua saúde financeira e os investimentos em crescimento estagnaram. É o que afirmou Gregory Palm, vice-presidente mundial de vendas e marketing da PTC GRAPHICS SYSTEMS, durante a 3ª Conferência Internacional de Flexografia, que termina hoje (02), em São Paulo.
No Brasil, segundo ele, o cenário é bem diferente, pois "o país demonstra estabilidade econômica, o poder de consumo da população aumentou, a classe média cresceu e, com isso, varejistas investem mais em desenvolvimento. Esta é uma grande oportunidade para o mercado brasileiro de embalagens e etiquetas, pois consumo é o nosso produto", explica Palm.
A percepção do norte-americano é compartilhada pelo italiano Emilio Gerboni, consultor em flexografia da T&C, para quem, "o Brasil deve agora investir em tecnologias que garantam padronização dos trabalhos e controle dos processos. Além de qualidade, produtividade e lucratividade, a indústria brasileira deve se concentrar em minimizar desperdícios, pois a maneira mais simples de aumentar a margem de lucro é reduzir perdas", afirma.
O otimismo dos estrangeiros é confirmado por Walmir Rocha, gerente de Vendas Internacionais para a America Latina da Rotometrics, que também fez palestra no Congresso: “Nosso mercado cresce por necessidade, impulsionado pelo crescimento do poder aquisitivo. Isso resulta em consumidores mais exigentes e a maneira mais eficiente de comunicar a qualidade de um produto é nas embalagens, rótulos e etiquetas“, diz.
Segundo Júlio Cezário, consultor da ABFLEXO (Associação Brasileira Técnica de Flexografia) e da 3ª Conferência Internacional de Flexografia, “60 a 70% dos produtos presentes nas gôndolas de supermercados têm suas embalagens impressas com flexografia. O aumento do consumo impulsiona nossa indústria tanto quanto fortalece o varejo nacional".
Hoje, o Brasil está consolidado no papel de líder da América Latina em impressão flexográfica e a ABFLEXO é a maior associação do setor na América Latina. Eventos como a 3ª Conferência Internacional de Flexografia 2011, e a Feira Flexo Latino América ganham cada vez mais público e contribuem para o direcionamento do setor, apresentando palestras de gestão, tendências e inovações tecnológicas, para que convertedores e fornecedores possam tomar as melhores decisões de negócios.
Dentro deste contexto, a Gerente da Unidade de Negócios Congressos e Conferências da Reed Exhibitions Alcantara Machado, Márcia Coimbra, reforça a importância do Congresso, que a cada ano tem ampliado o seu público. “O evento tem o papel de reunir toda a cadeia do setor –para apresentar e discutir sobre o que há de mais atual em tecnologia flexográfica e tem um papel estratégico no mercado. Além de difusor de conhecimento, a CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE FLEXOGRAFIA possui uma amostra de produtos, que garante networking e geração de negócios para os participantes”, afirmou.
Organizada e promovida pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, a 3ª Conferência Internacional de Flexografia termina hoje (02), na FECOMERCIO, em São Paulo.